Audiência pública debate situação de taxistas e mototaxistas em Imperatriz

Presentes a sessão, taxistas e mototaxistas protestaram contra a falta de fiscalização nesse tipo de serviço por parte da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (Setran).

Câmara de Vereadores de Imperatriz/ Divulgação

IMPERATRIZ – Os principais problemas e dificuldades enfrentados pelos taxistas e mototaxistas com a chegada dos aplicativos de transporte de passageiros foi tema de audiência pública na Câmara Municipal de Imperatriz, em sessão realizada na manhã de quinta-feira (28), presidida pela Comissão de Obras e Serviços Públicos da Casa em atendimento à solicitação do vereador Bebé Taxista.

Dezenas de taxistas e mototaxistas lotaram as galerias da Câmara Municipal apara acompanhar a sessão e protestar contra a falta de fiscalização nesse tipo de serviço por parte da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (Setran).

 

Foto: Assessoria-Divulgação.

Os profissionais apontam que enfrentam dificuldades para pegar passageiros, reclamam de competição desleal, de preços altos para renovação de alvarás e vistorias, desrespeito às normas impostas por lei sancionada pelo legislativo municipal que regulamenta o serviço de aplicativos de passageiros, entre outras críticas ao poder público municipal.

Instituições públicas convidadas para a audiência não enviaram representantes, como a Prefeitura, a Setran, o Ministério Público e o Procon.

Por sugestão do presidente da Casa, José Carlos Soares, a Comissão de Obras e Serviços Públicos deve enviar documento à Prefeitura e ao Governo do Estado solicitando adoção de medidas para que taxistas e mototaxistas possam concorrer com menos desigualdade com os aplicativos de passageiros.

O vereador Chiquin da Diferro, um dos autores da proposta da lei que regulamentou os aplicativos de passageiros em 2018, informou que a Setran deve começar imediatamente o cadastro de veículos e condutores que prestam esse serviço para deflagar fiscalização em cumprimento à legislação. Segundo ele, os operadores desse serviço devem ser pouco mais de 300 – hoje, de acordo com o vereador, são mais de 1.200 veículos oferecendo o serviço sem qualquer fiscalização, em prejuízo aos taxistas cadastrados que possuem alvarás e cumprem uma série de exigências previstas na lei.  

Participaram da audiência os presidentes dos sindicatos do Taxistas, Joca Assunção, e dos Mototaxistas, Francisco Alencar de Sousa. ( Fotos: Assessoria-Divulgação).

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