Delegado diz que motivação financeira levou Ivanildo Paiva à morte

Com a prisão do atual prefeito suspeito de ser o mandante, o crime do prefeito Ivanildo está sendo dado como esclarecido.

Maranhão Noticias

IMPERATRIZ – A polícia concluiu que a motivação do assassinato do prefeito de Davinópolis, Ivanildo Paiva Barbosa, ocorrido no dia 11 de novembro na fazenda dele na zona rural do município, foi econômica e descumprimento de acordo feito na campanha eleitoral. Preso nessa segunda-feira (31), em cumprimento a Mandado de Prisão Temporária (30 dias) como mandante, o atual prefeito Rubem Firmo, mais conhecido por “Rubem Lava-Jato”, já está na Unidade Prisional de Ressocialização de Imperatriz (UPRI), antiga CCPJ, à disposição da Justiça.

Em entrevista a reportagem o delegado que preside o inquérito policial sobre o crime, Praxisteles Martins reforçou que Ivanildo foi vítima de crime de pistolagem que em Rubem Firmo foi o mandante e o fazendeiro Antonio José Messias o intermediador e financiador. O crime foi planejado durante três meses antes da execução.

“O José Rubem Firmo tramou o crime juntamente com o Messias. Os dois tentaram conseguir agenciadores para o crime e os executores, tiveram dificuldades no início e nos meados de setembro, até o final de setembro, essa trama foi bem delineada com executores, com o Tira, em outubro juntou-se ao grupo o Willame e aí eles deram inicio a trama que resultou no homicídio de Ivanildo Paiva”, disse o delegado Praxisteles.

A motivação do crime, segundo o delegado, foi financeira nas duas eleições em que Ivanildo foi eleito prefeito e Rubem foi vice-prefeito. Pelo acordo, no primeiro mandato pessoas ligadas a Rubem ocupariam a Secretaria Municipal de Educação e a Secretaria de Infraestrutura. Esse acordo foi cumprido, mas logo desfeito e Ivanildo reassumido ambas as pastas e recolocando pessoas de sua confiança e grupo politico.

“Com o advento da reeleição, Ivanildo se reaproximou de Rubem, que naquela ocasião iria lançar candidatura própria. No entanto, por não ter dinheiro para bancar sozinho a campanha e não ter tido apoio financeiro, acabou compondo a chapa com Ivanildo na condição de vice, dessa vez a promessa gerou em torno de uma oferta no valor de 300 mil reais, mais a secretaria de Educação e mais a ocupação do cargo de prefeito por um período de quatro meses que se daria da seguinte forma: Ivanildo se licenciaria do cargo e o vice naturalmente assumiria”, disse o delegado.

Praxisteles continuou destacando que a primeira parte do acordo foi cumpria parcialmente, uma vez que Ivanildo repassou apenas R$ 100 mil do valor acordado que foi de R$ 300.

“A Secretaria de Educação, que seria ocupada pelo grupo do Rubem, Ivanildo mais uma vez não cumpriu essa parte do acordo porque as pessoas que ocupavam a secretaria a época estavam sendo bem avaliadas. E ele decidiu que não seria conveniente alterar o grupo e mais uma vez Rubem teve frustrada sua tentativa de ocupação política no governo”, frisou.

A CPI fracassada

No final do primeiro ano do segundo mandato, ainda, segundo o delegado, Rubem tentou, sem sucesso emplacar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara de Vereadores para derrubar Ivanildo do poder.

“Ele (Rubem) fez isso através de um cidadão comum da cidade que foi a pessoa que assinou uma denuncia na Cãmara de Veradores nutrida de documentos que foram fornecidos por Rubem. Essa CPI foi aberta inicialmente, sendo que na sessão seguinte o Ivanildo já tinha conhecimento e reuniu-se com os veradores um, a um, e conseguiu derrubar a CPÌ de modo qie a tentativa de Rubem ficou novamente frustrada”, disse.

O delegado disse que no início do ano seguinte, afundado em dividas, Rubem se viu obrigado a se desfazer de quase todo seu patrimônio.

“Vendeu um posto de combustível, se desfez da padaria, e estava prestes a procurar um imóvel quando procurou o Ivanildo com objetivo de que ele cumprisse a primeira parte do acordo que era fazer um pagamento de R$ 200 mil reais, uma vez que ele já havia feito pagamento de R$ 100, e Ivanildo negou dizendo que não daria um centavo a ele uma vez que tinha descoberto que Rubem estava por traz da trama para derruba-lo da prefeitura e disse outras coisas que teriam magoado Rubem profundamente de modo que Rubem saiu daquele gabinete chorando, segundo declarações de testemunhas ”, destacou o titular da Delegacia de Homicídios.

O crime

As investigações apontam, de acordo com o delegado, que “sem alternativas para obter a recuperação de seu patrimônio, estabilidade financeira além do pagamento de dividas, Rubem passou a arquitetar esse plano de assassinar o prefeito para assumir seu cargo e assim o fez chegando a colocar a venda a casa em que morava com a família.

“Era uma casa financiada e ele repassou a casa pelo valor de 80 mil e pediu prazo para desocupar o imóvel. E a pessoa que comprou assumiu as dívidas com as parcelas vencidas, de sorte que ao receber este dinheiro – no curso do depoimento ele não explicou como esse dinheiro teria sido gasto, mas considerando a data em que ele foi recebido e a data de depósitos na conta de alguns dos investigados dá para ter noção que esse dinheiro, pelo menos parte, foi usada para custear as primeiras despesas com a empreitada criminosa”.

“Então não há dúvidas quanto a motivação que foi de ganancia, de assumir, de retirar do poder uma pessoas ceifando sua vida com a finalidade de assumir o seu lugar e se locupletar ilicitamente das cvantagens inerentes ao cargo e também a má administração o que jpa vem sendo constatado, nas investigações, que nos poucos dias de governo, já foi constatada uma série de operações financeira atípicas na gestão municipal”, finalizou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *