MP alega pressão da PM, e pede que júri de policiais seja transferido para São Luís

Em nota, o MP pede que o júri seja transferido para outra cidade a fim de não sofrer pressão e nem retaliações por parte da PM.

Maranhão Notícias

SÃO LUÍS – Programado para a manhã desta segunda-feira (13), no Fórum de Justiça Henrique de La Rocque o julgamento dos policiais militares Helenilson Borges e o cabo Dauvane Sousa Silva foi suspenso pelo juiz Adolfo Pires da Fonseca Neto sob a alegação da ausência do representante do Ministério Público. O magistrado informou que houve conflito de competência.

Em nota divulgada pela assessoria, também, hoje o Ministério Público esclarece sobre a não realização do júri. O MP alega pressão da Polícia Militar em relação ao julgamento e pede que o júri seja marcado para outra cidade, como seria o caso de São Luís. A nota refere-se apenas ao policial Dauvane Sousa.

Nota de Esclarecimento

O Ministério Público do Maranhão esclarece que a sessão do Júri a ser realizada nesta segunda, 13 de novembro, cujo réu é Dalvane Sousa Silva, não foi realizada por pedido de adiamento feito pelo MPMA.

O MPMA entende que a pressão feita pela corporação da Polícia Militar através de mensagens feitas pelo réu em programa de TV pedindo apoio para sua absolvição e grande repercussão da mesma mensagem em redes sociais, além de nota do coronel Ilmar, comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar de Imperatriz, convocando os policiais militares a participar do julgamento do réu, o júri pode se sentir coagido pela pressão feita pelos policiais e não agir com imparcialidade.

Por tais motivos, ainda na sexta, 10 de novembro, o Ministério Público do Maranhão fez um pedido de adiamento do júri com deslocamento para outra cidade, de preferência para a capital, onde o júri não sofra pressão nem retaliações por parte da corporação da Polícia Militar.

O caso

Dalvane Sousa Silva assassinou Flávio da Conceição da Silva na cidade de Imperatriz ainda em 30 de agosto de 2012. O policial chegou em uma viatura da Polícia Militar atirando, sem dar oportunidade de defesa para a vítima.

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