“Não temos medo de ameaças” diz líder do MST no MA sobre governo Bolsonaro

Gilvânia Ferreira falou sobre as expectativas do movimento para 2019 durante ato pela prisão do segundo envolvido no assassinato de “Luís Preto”. 

Maranhão Noticias

SÃO LUÍS – Durante a campanha eleitoral o então presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) disse à grande imprensa que não iria encaminhar nenhuma proposta ao Congresso Nacional sem antes debater com deputados e senadores, mas a prioridade seria a agropecuária com projetos que garantam segurança jurídica ao produtor. Ele disse à época que seu governo adotaria medidas para tipificar atos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) como terrorismo.

Depois disso, o responsável por reforma agrária de Bolsonaro, Nabhan Garcia, disse que o governo vai acabar com ‘favelas rurais’ do MST.

Durante um ato na porta da Delegacia Regional de Imperatriz, para cobrar a prisão do segundo envolvido no assassinato de “Luís Preto”, a líder do MST regional do Maranhão Gilvânia Ferreira comentou as declarações de Jair Bolsonaro em relação aos movimentos sociais. Para ela, as declarações do então candidato Jair Bolsonaro não preocupam.

“Não estamos lidando, ainda, com o governo, apenas com o que ele falou no período da campanha e a composição de seu quadro de ministros, secretários né, de todo o grupo de confiança que vai estar operando com ele”, disse.
Gilvânia Ferreira destacou que o MST não está preocupado com as declarações.

“Não temos medo dessas ameaças, já tivemos outros momentos na história de nosso pais, onde diziam que iam acabar com o MST, destruir o MST, e nós conseguimos sobreviver com muita organização, com articulação com os movimentos da América Latina, com os movimentos a nível internacional, com a classe trabalhadora brasileira e continuando fazendo a nossa luta pela reforma agraria”, disse a liderança acrescentando que “Acreditamos que a democratização do acesso a terra é fundamental para nosso pais, para o combate a fome e a miséria e para que os trabalhadores do campo e as trabalhadores possam viver com dignidade”. ( Foto: Reprodução- You Tube).

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