Oposição a gestão municipal não consegue assinaturas suficientes para pedir criação de “CPI da Saúde” em Imperatriz

Com o vereador Ricardo Seidel, chega a seis o número de assinaturas favoráveis ao pedido de criação da “CPI da Saúde”. Sessão faixas, cartazes e gritaria prol e contra a CPI.

 

Maranhão Noticias

IMPERATRIZ – Em sessão polêmica realizada na manhã desta terça-feira (4), a Câmara de Vereadores voltou a discutir sobre a saúde pública de Imperatriz. A bancada de oposição ao prefeito Assis Ramos no Poder Legislativo, conseguiu levar muitas pessoas, mas não a unanimidade dentre os presentes nas galerias e nem as sete assinaturas que precisava para aprovar o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI), para apurar supostas irregularidades na saúde municipal.

A primeira sessão ordinária da semana tinha uma pauta modesta de uma página com apenas dois projetos de lei, seis Requerimentos e um projeto de decreto legislativo propondo a concessão de título de cidadania ao produtor cultural e folclorista Osório Mendes Neto, um dos diretores da Fundação Cultural, na área de danças folclóricas.

No grande expediente os vereadores de oposição, Bebé Taxista, Ditola, Aurélio, Carlos Hermes e Sargento Adelino tentaram convencer os demais a assinarem o pedido de criação da CPI. Dentre eles, Bebé Taxista foi o autor de uma das defesas mais efusivas da CPI por entender que a saúde vive uma crise e irregularidades. Começou citando colegas que não votaram, o que levou o presidente José Carlos a alertá-lo que aquela medida se caracterizava constrangimento ao vereador Pedro Gomes, o alvo de Bebé.

Carlos Hermes disse que respeitava o método de cada um, mas preferia a conscientização e citou que estavam presentes familiares de pessoas internadas no Hospital Municipal que por pouco não morreram na fila de espera por cirurgias.

A surpresa da sessão foi o vereador Ricardo Seidel, que assinou o pedido de criação da CPI da Saúde enquanto discursava na tribuna. Bebé levou o documento a tribuna onde Seidel assinou e exibiu para a plateia numa ação que provocou aplausos e vaias.

Vereadores como Alberto Sousa e Zesiel Ribeiro, que não são do grupo de apoio ao Poder Executivo não assinaram o documento.

Com Ricardo Seidel, chegou a seis o número de assinaturas no pedido de criação da “CPI da Saúde”. Falta uma. Composta por 21 vereadores, basta que sete deles assinem o pedido para validar a criação da CPI.

O presidente da Câmara, José Carlos Soares encerrou a fase de discursos no grande expediente. Ele elogiou oposicionista e situacionistas que fizeram valer a democrática e pediu a compreensão do plenário porquê, na condição depor presidente, não poderia dar o sétimo voto.

Ao fim da sessão os vereadores de oposição entregaram documentos que comprovariam irregularidades na saúde a um representante da Comissão de Saúde da OAB.

“Achavámos que teríamos os sete porque houve alguns colegas que disseram que se tivéssemos sete votos, eles assinariam. Não chegou a sete, mas vamos trabalhar para poder instalar a CPI para dar uma resposta ao povo de Imperatriz de uma vez por todas  temos plena convicção que há investimento milionário na saúde no entanto a saúde está muito carente”, disse Bebé Taxista.

Para o vereador Zesiel Ribeiro, a sessão polêmica com interrupções com gritos das galerias e vereadores com mais exaltados de ambos os lados faz parte da democracia. “Esta é uma casa de debates, a casa do povo, e hoje a casa estava cheia, muitas diferenças de ideias, mas isso é democracia e cada uma emite sua opinião”, avaliou o vereador do PSDB.

“Eu disse na tribuna que não voto por impulso porque houve ali no inicio uma forçação de barra, mas faz parte, todo mundo é ser humano e cada um reage de uma forma, mais emocionado outro não e o que prevalece é a democracia”, finalizou.

A vereadora Teresinha Soares conseguiu aprovar um Requerimento direcionado ao prefeito Assis Ramos e ao secretário municipal de saúde, Alair Firmiano solicitando que a ambulância permaneça 24h por dia em frente ao posto no Povoado Coquelândia na zona rural.

“Para pedir uma CPI tem que ter certeza, provas, vistoria e aprovação do que eles mostrarem. Não tenho essa certeza, não tenho visto do que porque a necessidade de saúde é em nível de brasil. Entoa neguei e negaria sempre porque a necessidade é grande, mas é em nível de Brasil’, justificou Teresinha Soares.

Confusão

Nas galerias lotadas estavam pessoas a favor e contra a CPI. Cartazes pediam a criação da “CPI da Saúde”, mas, também, pediam a “CPI da Caema”, uma especie de resposta contra vereadores de oposição que estariam agindo politicamente contra a gestão municipal na área da saúde sem se importarem com as reclamações e denúncias contra a estatal do Governo do Esgado que cuida de serviços de águas de esgotos.  

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