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Trump ameaça destruir o restante do Irã após derrota republicana e aumenta tensão internacional
Presidente americano afirma que poderá ampliar a ofensiva contra o território iraniano.
05/11/2026 22h45
Por: Maranhão Noticias

Presidente americano afirma que poderá ampliar a ofensiva contra o território iraniano. Declaração ocorre após derrota histórica dos republicanos nas eleições de meio de mandato, que fortaleceu os democratas no Congresso dos Estados Unidos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã nesta quinta-feira (5). Durante conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, o republicano afirmou que poderá destruir o restante do país caso considere necessário para impedir o avanço do programa nuclear iraniano.

"Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez eu tenha que fazê-lo. Vocês saberão em breve", declarou Trump.

A fala aumenta a preocupação internacional diante da possibilidade de uma nova escalada militar no Oriente Médio. O presidente também afirmou que o Irã não poderá tomar decisões relacionadas ao seu programa nuclear sem a aprovação dos Estados Unidos.

Guerra contra o Irã pesa na derrota de Trump

As declarações acontecem em um momento politicamente delicado para a Casa Branca. O Partido Republicano sofreu uma derrota expressiva nas eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, realizadas na terça-feira (3).

Os democratas conquistaram o controle das duas Casas do Congresso americano, a Câmara dos Representantes e o Senado.

O resultado representa um importante revés para Trump, que terá mais dificuldades para aprovar projetos e enfrentar a fiscalização da oposição durante os próximos dois anos de seu mandato.

Na quarta-feira (4), o presidente reconheceu que a guerra contra o Irã contribuiu para o resultado negativo nas urnas, principalmente pelo aumento dos preços dos combustíveis.

Apesar disso, afirmou que tomaria a mesma decisão novamente.

"Se eu tivesse que fazer de novo, eu teria que fazer de novo", declarou, defendendo que impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã é uma questão de segurança nacional.

Combustíveis mais caros e pressão sobre a economia americana

A guerra provocou impactos econômicos nos Estados Unidos, especialmente no mercado de energia.

O aumento dos combustíveis, das passagens aéreas e da inflação ampliou a insatisfação de parte da população americana.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada antes das eleições mostrou que 48% dos eleitores consideravam o custo de vida a principal questão na hora de votar.

O levantamento também apontou que 55% dos entrevistados consideravam que a operação militar contra o Irã não havia compensado seus custos, enquanto apenas 25% avaliavam que a ação tinha valido a pena.

Democratas ganham força e Trump ameaça usar poder de veto

Com a nova composição do Congresso, Trump terá de negociar com uma oposição fortalecida.

O presidente afirmou que pretende manter diálogo com os democratas, mas deixou claro que poderá utilizar seu poder de veto caso considere que as propostas apresentadas sejam prejudiciais ao governo.

A derrota eleitoral também aumentou os questionamentos dentro do próprio campo republicano sobre os custos políticos e econômicos da guerra.

O vice-presidente J.D. Vance também atribuiu ao conflito parte importante da derrota republicana, ampliando o debate dentro do governo sobre os rumos da política externa americana.

O que pode acontecer agora?

A grande preocupação da comunidade internacional é saber se Trump pretende retomar operações militares de grande escala ou se utilizará as ameaças como instrumento de pressão nas negociações diplomáticas.

Segundo informações divulgadas pela imprensa americana, o governo avalia alternativas militares e diplomáticas para o futuro do conflito.

Uma nova ofensiva poderá provocar consequências ainda maiores para o mercado internacional de petróleo, os preços dos combustíveis e a estabilidade do Oriente Médio.

A declaração de Trump, entretanto, não representa por si só uma ordem oficial para iniciar novos bombardeios. Até o momento, o presidente não anunciou publicamente uma decisão definitiva sobre uma nova operação militar.