O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL-SP) foi detido na madrugada desta segunda-feira (19) após um disparo de arma de fogo em uma casa noturna no Itaim Bibi, na zona oeste de São Paulo. O parlamentar foi conduzido à delegacia, ouvido pela Polícia Civil e liberado posteriormente. A arma utilizada no episódio foi apreendida para perícia.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o disparo ocorreu durante uma confusão no estabelecimento. O registro policial aponta que o deputado caiu no chão durante o tumulto, momento em que a arma que carregava disparou. As circunstâncias do caso serão apuradas pelas autoridades.
Segundo a Polícia Militar, não houve registro oficial de feridos. O apresentador Fred Bruno, da TV Globo, relatou, porém, ter sido atingido no pé por estilhaços durante o episódio.
Marcelo Theodoro de Aguiar tem 53 anos e construiu sua trajetória profissional entre a música e a política. Antes de ingressar na vida pública, atuou como cantor sertanejo e, posteriormente, passou a dedicar sua carreira à música gospel.
Em 2000, Aguiar converteu-se ao cristianismo e ingressou no segmento gospel. No mesmo período, integrou o Renascer Praise, grupo musical ligado à Igreja Renascer em Cristo. Sua trajetória religiosa também se refletiu em sua atuação política, sendo associado à bancada evangélica na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Na política, foi eleito vereador da capital paulista em 2008 e, em 2010, chegou à Câmara dos Deputados, onde exerceu dois mandatos. Em 2025, assumiu uma cadeira na Alesp como suplente, após a saída do então deputado Helinho Zanatta, eleito prefeito de Piracicaba.
A arma utilizada no disparo é uma pistola Glock calibre .380. Segundo as informações divulgadas, o parlamentar possuía porte de arma válido. O armamento foi apreendido e encaminhado para perícia, que deverá contribuir para esclarecer as circunstâncias do disparo.
Marcelo Aguiar foi liberado após prestar esclarecimentos. Conforme as reportagens publicadas nesta segunda-feira, a autoridade policial considerou a imunidade parlamentar ao decidir não formalizar a prisão em flagrante naquele momento.
A liberação não significa, por si só, o encerramento da investigação ou uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal.
Além da ocorrência envolvendo a arma, um veículo utilizado pelo parlamentar foi apreendido. O carro apresentava uma placa de identificação oficial da Assembleia Legislativa de São Paulo, mas informações consultadas pela imprensa indicaram divergência entre a placa e o modelo registrado pela Casa.
A Alesp informou que acompanha o caso e que apura administrativamente a utilização da identificação oficial em um veículo que não consta como integrante de sua frota. Eventuais irregularidades ainda dependem de esclarecimento pelas autoridades competentes.
Até a publicação das reportagens consultadas, não havia manifestação pública da defesa do deputado sobre o episódio. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
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