Acidente de carro no Pará mata atacante do primeiro time indígena do futebol brasileiro

O atacante Aru teve passagens por vários clubes brasileiros como Tanabi-SP, Palmas (TO), Imperatriz (MA) e Parauapebas (PA).

Maranhão Noticias

MARABÁ-PA: Vítima de grave acidente de trânsito na BR-222, em Marabá, no Sudoeste do Estado do Pará, morreu na madrugada desta sexta-feira (30), o índio Aru, atacante do primeiro time indígena do futebol brasileiro.

O nome de batismo dele era Paulo Aritana Sempre, conhecido por Aru, 31 anos de idade e um dos líderes do clube e da tribo Gavião Kyikatejê do clube, que ficam em Bom Jesus do Tocantins (TO).

O time liderado por Aru (Kyikatejê) disputou a elite de um estadual no futebol brasileiro, estreando no Campeonato Paraense no dia 12 de janeiro de 2014 contra o Paysandu. O gol de Aru foi histórico, principalmente, levando em contas que ele jogou como na aldeia, ou seja, com o corpo pintado de preto e vermelho (cores representam força e vontade).

O carro dirigido por Aru se chocou com um caminhão quando o atacante fazia o trajeto de Belem (PA) à Bom Jesus do Tocantins. O choque violento entre o carro e o caminhão fez o automóvel ficar parcialmente destruído e Aru morreu preso às ferragens, no trecho da BR-222 entre São Félix e Morada Nova, próximo ao residencial Tiradentes, em Marabá.

Foto: Ricardo Lima da Futura Press/Divulgação.

Histórico

Aru marcou 10 gols do Campeonato Paraense de estreia de seu clube e foi o artilheiro do Gavião Kyikatejê. Ele passou pelos clubes de Tanabi-SP, Palmas-TO, Imperatriz e Parauapebas-PA. E em 2016 voltou para seu time, mas não repetiu o sucesso do inicio do clube indígena, embora continuasse com a grande admiração de sua tribo que mantém o clube, atualmente, na Segunda Divisão estadual.

Aru no Imperatriz

Aru teve uma breve passagem pelo Imperatriz em 2015, quando o clube era comandado pelo treinador Vinicius Saldanha. Na época ele chegou a ficar no elenco, mas não acabou deixando o Cavalo de Aço.

(Aru com uniforme de treino do Imperatriz. Foto: Edivaldo Cardoso/Divulgação).

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