Caso bebê abandonado em cemitério de Arame: exame de DNA é positivo para suposto pai

O resultado será incluído na audiência do caso no dia 10 de janeiro, na Vara da Infância em Imperatriz, no Sudoeste do Estado.

Maranhão Notícias

IMPERATRIZ – Um exame de DNA determinado pela Justiça atestou que o bebê abandonado no cemitério de Arame, na Região Central do Estado, no dia 3 de novembro deste ano, é mesmo filho do homem que vinha se apresentando como pai da criança. Em entrevista exclusiva ao portal Maranhão Notícias, Querlason Soares, então suposto pai, disse que o resultado vai reforçar seu pedido de guarda da criança em andamento.

O homem disse que o resultado positivo confirma a certeza de seu coração. Sempre acompanhando de perto a situação da criança, ele disse que descobriu as suspeitas de que ela sofre de problema cardíaco, no entanto se mostrou mais tranquilo com o fato de ter sido marcada uma consulta pediátrica para o dia 3 de janeiro. Uma audiência na Vara da Infância e Juventude de Imperatriz está agendada para o dia 10 de janeiro de 2020 para tratar sobre o pedido de guarda por parte do suposto pai.

“Antes, quando estávamos só com as suspeitas, nós já amávamos esta criança. Já procuramos dar todo o suporte necessário para que ela se desenvolva com saúde, com segurança, com amor, com respeito e dignidade”, disse Querlason.

O caso

O recém-nascido foi abandonado no cemitério de Arame, cidade distante 476 km de São Luís, no dia 3 de novembro de 2019. Levado para o hospital da cidade, ele ficou sob a acompanhamento do Conselho Tutelar. Na época, o juiz da cidade de Arame concedeu a guarda para a suposta mãe, a mesma pessoa que teria abandonado a criança.

O pai recorreu da decisão e a desembargadora Cleonice Silva Freire, do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, suspendeu a guarda da mãe e transferiu o caso de Arame para a Vara da Infância e Juventude de Imperatriz. Na decisão, a desembargadora justificou que não havia sido feito o estudo psicossocial e nem a avaliação psiquiátrica da suposta mãe antes da concessão da guarda. A criança está sendo assistida em Imperatriz em um centro para crianças nessas condições.

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O outro lado

A reportagem não conseguiu entrar em contato com a suposta mãe ou advogado desta. O espaço neste portal fica aberto para qualquer manifestação das partes.(Foto: Reprodução Internet e divulgação).

 

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