Ministro do Meio Ambiente diz que óleo no litoral do Nordeste “muito provavelmente” da Venezuela

Ricardo Salles citou estudo da Petrobras para fazer tal afirmação durante audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara.

Agência Brasil 

BRASÍLIA – O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse hoje (9) que o óleo que vazou e que atinge diversas praias no litoral do Nordeste vem “muito provavelmente” da Venezuela. Ele citou estudo da Petrobras, ao participar de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, participa de audiência pública na Comissão de Meio ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, participa de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados – Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Esse petróleo que está vindo, muito provavelmente da Venezuela, como disse o estudo da Petrobras, é um petróleo que veio por um navio estrangeiro, ao que tudo indica, navegando próximo à costa brasileira, com derramamento acidental ou não, e que nós estamos tendo enorme dificuldade de conter”, disse.

Segundo o balanço mais recente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a mancha de óleo atingiu 138 localidades em 62 cidades de nove estados da Região Nordeste.

O ministro salientou a dificuldade em solucionar o problema, uma vez que a origem do vazamento é indeterminada e desconhecida.

Até esta segunda-feira (7), a Petrobras já havia recolhido 133 toneladas de resíduos. Segundo o Ibama, o material oleoso é petróleo cru e, desde o dia 2 de setembro, se espalhou pelo litoral de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Ontem (8), ao participar de uma audiência pública realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que análises laboratoriais confirmaram que a substância não provém da produção da estatal brasileira.(Foto: Marcello Camargo-Agência Brasil).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *