Morre no Rio, Penha Rocha, a primeira professora de Tele-jornalismo da UFMA, em Imperatriz

A educadora Penha Rocha morreu em decorrência de complicações urinárias generalizadas.

Maranhão Notícias

RIO DE JANEIRO – Morreu no Rio de Janeiro, a professora Penha Rocha que integrou o quadro docente do Curso de Comunicação Social do Campus da Universidade Federal do Maranhão(UFMA), em Imperatriz aproximadamente quatro anos, entre 2009 e 2013. A jornalista morreu em decorrência de complicações urinárias generalizadas.

Em nota nas redes sociais, a família agradece todo o carinho e informa que a educadora fez “passagem” no sábado(1º) e a convida para a missa de sétimo dia que será celebrada nesta sexta-feira (7), às 18h na Igreja de Santa Rita de Cássia, Centro do Rio.

Carismática, Penha Rocha marcou época no campus da UFMA Centro, onde ministrou a disciplina sobre o universo da televisão. Entre uma aula e outra ela sempre usava exemplos de profissionais renomados e conhecidos  com quem teve contatos no Rio de Janeiro.

Além do notório conhecimento, também, com um sotaque carioca da gema chamava a atenção dos alunos os bordões adotado por ela para cumprimentar ou para chamar a atenção de alguns deles para os estudos.

“Era um daqueles dias recheados de poucas esperanças, alma pesada, pensamentos turvos e eu estava sentado na mureta da universidade apenas para ver a hora passar. Olhando para o teto, tentando não imaginar besteira, uma voz corta meus pensamentos:

⁃ e aí garoto olho junto, não vai trabalhar não? E a voz continuou, mesmo sem eu dar a devida atenção:⁃ tem que trabalhar pq esse mundo não é fácil, meu filho. E jornalista tu sabe, ganha pouco, não é bem visto, então vamos trabalhar”, relembrou Jefferson Sousa, em texto postado em redes sociais.

Também em redes as ex-alunas Mariana Campos, Sara Batalha, e Luana Barros, também, lamentaram a morte de Penha.

“A professora Penha foi a primeira professora da área de tele-jornalismo do Curso de Jornalismo da UFMA Imperatriz. Foi uma colega de trabalho que ficou uns anos com a gente e ajudou a construir o curso”, relembrou o professor Marcos Fábio Matos acrescentando que em seguida Penha foi para a Universidade do Sul da Bahia e “gente como curso de Jornalismo sempre sente muito e lamenta esse falecimento dela”.

A nota assinada pela filha, Helena Matos, destaca a grande ligação de Penha com a cultura, a arte e a educação pública e lembra que ela sempre foi apaixonada pelo magistério e por seus alunos.

Confira a nota

 

Nota da Família

“O mundo é mágico! As pessoas não morrem, ficam encantadas”. Essa máxima é de Guimarães Rosa, e não há outra opção possível à Penha Rocha senão o encanto. Por isso, já adianto, essa nota é um contrassenso em si. Não há como falar da minha mãe e de morte no mesmo contexto.

Uma mulher fascinada pela literatura, pela arte, pela cultura, pela educação pública, pelo jornalismo, pelo carnaval … Uma alma solar, atraída por tudo que vibra e emociona. Uma Professora apaixonada pelo magistério e por seus alunos.

Então, façamos justiça: Penha Rocha se encantou. E ao som da bateria da Mangueira.

Ela fez a passagem na noite de sábado (01), após complicações decorrentes de uma infecção urinária que se generalizou.

Informo que a missa de sétimo dia será na próxima sexta-feira (07/02), na Igreja de Santa Rita de Cássia, Centro do Rio, às 18hrs.

Peço orações, canções, sorrisos e amor … celebrem-na.

Penha Rocha foi a mulher mais altiva e digna que já conheci. De fibra e de fé. Essa semana é de festa no céu.

Com admiração, saudade e absoluto orgulho,

Helena Matos e família.(Foto: Redes Sociais).

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