
A defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de uma investigação para identificar os responsáveis pelo vazamento de informações extraídas de seus celulares. O pedido ocorreu após a divulgação, pela imprensa, de mensagens e outros conteúdos obtidos durante as investigações envolvendo o banqueiro.
O caso foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator de procedimentos relacionados ao Banco Master. Em 6 de março de 2026, o magistrado determinou a abertura de um inquérito policial para apurar a origem dos vazamentos, atendendo à solicitação da defesa.
Entre os conteúdos divulgados estavam conversas privadas de Vorcaro com sua então namorada, a modelo Martha Graeff. As mensagens também mencionavam encontros e contatos com figuras políticas e autoridades públicas.
A divulgação gerou questionamentos sobre a preservação do sigilo dos dados apreendidos e sobre quais pessoas tiveram acesso ao material antes de sua publicação.
A defesa solicitou que a investigação identificasse a origem dos vazamentos e levantasse a relação de pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos apreendidos.
Ao determinar a abertura do inquérito, André Mendonça indicou que a apuração deveria se concentrar em eventuais responsáveis pela guarda do material sigiloso que tenham violado esse dever.
O ministro também ressaltou que a investigação não deveria ter como alvo jornalistas pelo simples fato de terem obtido e divulgado informações. O foco estabelecido foi a possível identificação de quem tinha a obrigação de preservar o sigilo e eventualmente descumpriu essa responsabilidade.
A abertura do inquérito não significa que os responsáveis pelo vazamento já tenham sido identificados ou que exista uma conclusão definitiva sobre a autoria.
O vazamento ocorreu em meio às apurações envolvendo o Banco Master e a Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades relacionadas à instituição financeira.
O acesso e a divulgação dos dados apreendidos passaram a gerar discussões jurídicas sobre o equilíbrio entre a transparência das investigações, o interesse público e a proteção da intimidade das pessoas envolvidas.
O caso também levantou questionamentos sobre os procedimentos de custódia, compartilhamento e preservação de informações obtidas pela Polícia Federal.
Até a abertura do inquérito, a investigação sobre o vazamento tinha como objetivo esclarecer como os dados chegaram à imprensa e se houve violação do dever de sigilo.
Com informações do Supremo Tribunal Federal, Reuters e UOL.
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